segunda-feira, 29 de março de 2010

Caixa de Pandora

Todo esse ódio contido que me estremece por dentro
Essa raiva dolorida, essa voz que quer gritar, mas vive calada. Desesperante.
Todo esse amor explosivo esse Big bang que tenho pra dar
Compactado e incapacitado por medo
Conheci as garotas mais dignas de todo esse Amor e fui incapaz de dá-lo a qualquer uma delas, hoje pago essa dívida.
Toda essa loucura essa selvageria essa sede de sangue e violência
Toda essa sanidade e pureza que me fazem querer pregar a paz e o amor
Ah! Os sonhos tão doces e delirantes com mulheres nuas, um bom som e um café pra quem sabe, eu não acordar
Oh! Os pesadelos tão masoquistas e reveladores, dos meus medos, segredos que ainda nem descobri e de minhas verdades inconvenientes.
E as alegrias que se tornam tão pequenas escondidas em um sorriso miúdo tímido “esse cara metido”, “esse cara é mala”, “esse cara não tem coração” é o que dizem. Mal me conhecem.
As tristezas estas que considero eternas amigas, pois já estão cravadas em mim desde que, me cortaram o cordão umbilical, porém não transparecem, porque entro numa cabine telefônica e o cara de sorriso tímido se torna o Super Desinibido. Só às vezes. Só às vezes.
E quando me bate esta paz de espírito fico tão suave parece até que o mundo é bom. Só que tenho também meus conflitos internos. Como sempre disse, por muitas vezes tentei despertar os anjos dentro de mim, mas meus demônios nunca adormecem.
É quando escrevo que a poesia me revela e raramente a revelo, que diferença faz se nem eu me conheço de verdade.
Às vezes queria ser como a maioria das pessoas de todo o Mundo, viver acomodado pensando apenas em mim, não sou assim, quer saber? Tanto me faz. Sempre fui eu contra o mundo mesmo.
Esse altruísmo cego que se não mata me deixa por um triz. Maldito egoísmo que tenho com meu próprio ser.
Não sei até quando vou mostrar pras pessoas os defeitos delas cautelosamente pra que possam ser melhores se no fundo só quero ser o dedo a cutucar suas feridas mostrando os quão repugnantes elas são.
Tenho lá minha fé em Deus, não posso ser hipócrita, e sei que Ele é imperfeito, pois sou sua imagem e semelhança e não, eu não sou perfeito. Se Ele fosse teria nos feito bem melhor, não?
Não sou feliz.
Não sou triste.
Aquela garota, aquela, a bailarina disse há um tempo: “sua alegria é perturbada”.
“Alegria perturbada”? Acho que sou o cara mais feliz do mundo, apenas não descobri isso ainda. Um palhaço tristonho de um futuro grande circo imaginário.
Com todas essas energias eu poderia explodir ou poderia murchar.
Contudo sigo com esse equilíbrio guardado dentro de uma caixa, trancada em meu rosto fechado e guardada dentro do meu peito trancado.
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Memento Mori

4 comentários:

Mariposa disse...

acredito que na hora certa, tudo acontece, tudo se revela, tudo se mostra, eh so ter paciencia e nao se deixar levar pelos momentos ruins!
viver a vida como se fosse o ultimo dia, com alegria, sem pensar nas coisas ruins e nas tristezas eh sempre uma otima opcao
:)

beijos

Mariana Frazão disse...

Concordo com a Mariposa, a vida tem um grande proposito pra cada pessoa que está aqui. O segredo é nunca se desacreditar, viver SEMPRE, ter fé. O amor existe para todos e chega exatamente na hora certa =]
Amei o texto Rafa, várias vezes me encontrei nele.
beijos pra tu :*

MAYAH disse...

Faltava mesmo um comentário meu aqui - como você disse.

Gosto muito do teu blog, passo por aqui sempre que me sobra um tempinho. Bom saber que gostou do meu cantinho também, quando quiser voltar será bem vindo :D

Beijos.

Fabby Viana disse...

Ótima postagem...
A caixa de Pandora, tenho ouvido falar muito nisso, ultimamente...

Beijos...

http://carpedieminsights.blogspot.com/