quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Foi quase nada...

O Pouco Que Sobrou

Eu cansei de ser assim

Não posso mais levar
Se tudo é tão ruim
Por onde eu devo ir?
A vida vai seguir
Ninguém vai reparar
Aqui neste lugar
Eu acho que acabou
Mas vou cantar
Pra não cair
Fingindo ser alguém
Que vive assim de bem

Eu não sei por onde foi
Só resta eu me entregar
Cansei de procurar
O pouco que sobrou
Eu tinha algum amor
Eu era bem melhor
Mas tudo deu um nó
E a vida se perdeu
Se existe Deus em agonia
Manda essa cavalaria
Que hoje a fé
Me abandonou





Gente eu meio que relaxei com o blog agora no fim do ano e como algumas das ultimas postagens to postando algo que não é meu. Essa musica aí dos Los Hermanos diz muito de como eu me senti em quase todo esse ano. Perdi muito de mim, tive muitas dificuldades e errei muito. Mas como diria uma “amiga a gente aprende pelo amor ou pela dor” (bom ela só repetiu o que eu disse a ela uma vez rsrs), esse ano aprendi pela dor, porém amadureci e aprendi muito. Talvez se tivesse vivido digamos assim um “ano de amor” não teria crescido o necessário para encarar outras coisas difíceis que possam vir por aí (virão). Agradeço à todos os seguidores.

Feliz 2010 gente. Tudo de bom pra vocês.




quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Eu gosto da chuva e às vezes da solidão também. Que mal tem?


Tá chovendo pra caramba e sem parar
E o céu tá muito escuro aqui em Bauru
É um ótimo dia pra ficar sozinho

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Eu nunca acreditei no Papai Noel


Papai Noel Velho Batuta
Garotos Podres

Papai Noel velho batuta
Rejeita os miseráveis
Eu quero matá-lo!
Aquele porco capitalista

Presenteia os ricos
E cospe nos pobres
Presenteia os ricos
E cospe nos pobres

Papai Noel velho batuta
Rejeita os miseráveis
Eu quero matá-lo!
Aquele porco capitalista

Presenteia os ricos
E cospe nos pobres
Presenteia os ricos
E cospe nos pobres

Pobres, pobres...
Mas nós vamos seqüestrá-lo
E vamos matá-lo!

Por que?
Aqui não existe natal!
Aqui não existe natal!
Aqui não existe natal!
Aqui não existe natal!

Por que?
Papai Noel velho batuta
Rejeita os miseráveis
Eu quero matá-lo!
Aquele porco capitalista

Presenteia os ricos
E cospe nos pobres
Presenteia os ricos
E cospe nos pobres

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Bom gente é isso Feliz Natal

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Só de passagem

Passou por mim e eu ainda não sei o que foi
Como um Ciclone com mais de 8 graus de latitude
Que carrega casas e leva cidades inteiras ao chão
Arrastou-me pra longe me deixando sem atitude

Caiu sobre mim como uma Chuva mais pesada que o próprio céu
Foi dilúvio me afogando em minhas próprias incertezas
Relampejou, trovejou, fez do céu um inferno negro escondendo as estrelas
No rio de minhas dúvidas aumentou a correnteza

Do Vulcão adormecido de minha ira foi erupção
Lancei tal ira como lava aos céus imponente e temível
Destruí, queimei, causei danos irreparáveis
Passou e mesmo sem querer fiz um mal terrível

No solo estável que era o caminho que eu seguia
Estremeceu tudo como o maior Terremoto na escala Richter
Causou grandes perdas e desgraças
Me fez tropeçar, cair, não quis me levantar nem pude me conter

Por fim caiu como Nevasca, branca, fria! Como morrer
E me congelou dentro de mim fazendo-me duro e frio mais uma vez
Passou por mim causando total desequilíbrio e ainda não sei o que foi
Mas foi isso que fez

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Vai saber.............

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Uma das coisas das quais eu não entendo


"as coisas que eu não entendo !

Por que você me olha desse jeito

Como se você quisesse alguma coisa...

Alguma coisa que eu tenho ou não

Alguma coisa que eu..."


Reação em Cadeia - Espero


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Essa música ou pelo menos esse trecho vai fazer algum sentido por hoje ou por alguns dias. É uma boa banda com um som legal e letras simples. E se servir pra alguem coloquei meu orkut ai do lado, se add se identifique tipo "ô sou do blog ______".

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Enjoo da beleza - Returns

Não se seja bonita seja interessante
Faça-me desracionalizar com um sorriso delirante
Mas por cada grão de areia nessa terra
Torne o meu dia em algo mais relevante

Na primeira conversa você pode ser arrogante
Valerá muito a pena pela excentricidade
Mas por cada gota d’água no oceano
Seja interessante, diga um palavrão ou minta sua idade

Não seja o Sol aquecendo o Universo
Seja um universo, seja o Universo
Talvez assim te dê um poema e não um único verso

Seja interessante e a verdadeira beleza chegará
Pois se eu quisesse só um beijo ou uma mulher nua
Pagaria uma qualquer numa esquina, na rua à luz da lua

Fiz este poema há um tempo e até já postei por aqui. Da primeira vez procurava alguém e depois de alguns acontecimentos pode ser que esteja procurando de novo, bem, isso não vem ao caso. Dessa vez venho postá-lo como protesto, sim, pois acho que uma parcela significativa (93%) das mulheres anda muito exigente. Querem tudo de nós, homens, simples animais que não chegam aos pés de vocês seres perfeitos (ó puxei sardinha agora hein). Houve um tempo que nos bastava ser fortes e mais nada, depois bastava ser carinhoso e isso já abriu caminho pra exigirem romantismo. Com o surgimento do dinheiro surgiu o interesse e a exigência de tê-lo. Depois no renascimento surgiu o homem inteligente pensador. E não há muito tempo surgiu a TV e com ela a padronização de beleza. E hoje no século XXI a gente precisa ser tudo isso e mais um pouco. A gente tem que ter músculos e beleza pra chamar a atenção das fêmeas. Não se pode faltar carinho e romance em 30 anos de casado, porque isso esfria a relação. O cara trabalha o dia inteiro, malha e ainda tem que ter tempo pra ler todas as notícias do dia e um livro de filosofia por mês. Ainda existem algumas que querem que saibamos mais do corpo delas do que elas mesmas. Tudo bem exigir um pouquinho de cada coisa, mas pô se todo cara corresponder às essas expectativas citadas onde vai parar a individualidade de cada um? Venho notando a algum tempo que muitas mulheres esperam e exigem tanto, que se esquecem delas e de que os homens, também tem o direito e vão exigir e esperar alguma coisa delas. E muitas vezes queremos algo mais que beleza e já que vocês insistem em dizer, queremos mais do que sexo também. Sei que tenho muito mais garotas seguindo esse blog do que garotos. Por isso fico um pouco frustrado, pois alguma coisa aqui pode parecer machista, porém eu não sou. Sou (estou) apenas frustrado com tanta exigência ridícula sou a favor de que as mulheres comecem a aceitar cada cara como ele é e não exigir dele um mundaréu de perfeições, afinal nenhuma de vocês é perfeita. Quando exigirem também repare em vocês. Não se pode exigir o que não se tem. Sei lá, me parece que algumas de vocês ainda sonham com o príncipe encantado de cavalo branco e armadura prateada.

domingo, 29 de novembro de 2009

Mude


Sou poeta nas horas vagas
Vagantes em minha cabeça
Tão castas essas horas vastas
Que são vastas essas horas castas

Sou poeta de tempos em tempos
Como os ventos me reinvento
Eu mudo o mundo, mudo de casa, eu me mudo
Agora por exemplo mudei-me, sou mudo

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Quando Exausto


Às vezes canso-me das pessoas
Enjoam-me as más, as boas
Afligi-me a preocupação que têm com suas roupas
Sem serventia são as palavras de suas bocas

Pessoas são apenas monótonas
Sempre e sempre dedutíveis
Pessoas são apenas encantadoras
É um encanto como são previsíveis

Sufocam-me por me olhar de um jeito
Parecem querer algo que eu tenho
Como se quisessem a minha alma
Que moldei com tanto empenho

Pessoas esperam que eu aja
De modo que convém a elas
Pessoas esperam que eu aja
De modo a surpreendê-las

Às vezes as pessoas cansam-me
Querem de mim, a mais profunda sinceridade
Exigem de mim, a mais conveniente verdade
E desse jeito me fazem mentir
Esgotam-me e nem quero sorrir

Estes tristes seres que aí estão
Querem meu bem querem meu mal
Ditam como tenho que ser, viver, morrer
Mas nunca sabem como fazer

Às vezes canso-me das pessoas
Às vezes as pessoas cansam-me
E quando cansado desses absurdos
Escolho um canto, sento-me ali e fico mudo

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O moçada andei meio sumido né? Culpem os vestibulares, mas to aí novamente postando e comentando.

domingo, 25 de outubro de 2009

Enquanto proibidos....

Não tenho medo nenhum de me expor de mostrar as cicatrizes e os pecados ao contrario de ti

Somos diferentes

Não tenho medo nenhum de me expor sou isso, sou fogo

Queimo, devasto, tomo vários caminhos,

Fujo do controle e devoro florestas, levo grandes construções ao chão

E assim amedronto-te

Mas também aqueço ilumino e trago progresso

Tu és água corres sempre na mesma direção, deságuas, congela-se dentro de si, foges, evapora-se

Quando tu estás cheia, sem nada mais agüentares, rompes-se e choves e é quando és mais visível


Se te tocam, usam-te, bebem de ti e não deixam nada, me entristecem e tu não notas

Se me tocam, queimam-se, arrependem-se

Se me tocas apaga-me, se toco em ti apago-me

Enquanto queimo e devasto, tu evaporas-se e choves apagando-me

Ouça: se assim que é, é assim que será; distantes, ouviste?

A distância é o melhor entre nós

Enquanto tu fores água e eu fogo


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Ficou feio o corpo do poema, mas é pelo modelo do blog.



quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Numa Distração de Segundos


Ontem no trânsito, cometi um barberagenzinha, estava num desses dias que a gente se distrai por qualquer bobeira e repentinamente após uma buzina provavelmente violentada pelo seu dono, ouvi um berro semi-humano:
-Tá querenu u que da vida irmauUUUuuUUUUuuuUuUuUuUuUUUUuUUuuuuUuUUuUuUUn?

E sei lá por que caí em reflexão por uma perguntinha dessas.
-O que estou querendo da vida?- Naquele momento parado no sinal, comecei a responder com minha imaginação. Em primeiro lugar me vi longe de tudo, do emprego, dos estudos, não que eu seja vagabundo, porém essas ações se tornaram maçantes de mais, as vejo apenas como um processo de alienação que vem tomando proporções cada vez maiores e nos deixando à beira de um surto. Nessa vaga viagem abandonei também celular, computador, TV e queimei os documentos não preciso de ninguém ditando como devo viver. Depois de livrar minha alma desses tormentos arranjei uma mulher simples e eu não precisava dizer o tempo todo o quanto a amava, pois ela sabia. Entretanto quando ela precisava ouvir “eu te amo” (todo mundo precisa) bastava declarar um poema e dar-lhe carinho. Ela sabia sambar e dançar forró e me ensinou dessa dança. Cozinhava muito bem, todavia fazia biquinho quando eu dizia que, sua comida ficava em segundo lugar depois da comida de minha mãe e logo se animava quando dizia que o café forte dela era sem igual. Quando ficava nessa inconstância que as mulheres ficam de TPM, eu apenas a abraçava forte e pronto. Como toda mulher de vez em quando fingia orgasmo. Até mesmo nossas brigas eram perfeitas. Tivemos dois filhos de olhos curiosos, crianças simples gostavam de livros e não de vídeo games. Os pequenos quiseram logo um cachorro vira-lata, chamado vira-lata. Enfim uma mulher simples que me completava e uma família linda. Minha mente nem se preocupou em criar uma visão física. Comprei um fusca, pois não há carro melhor, era meio barulhento amava-o mesmo assim. Peguei a mulher e as crianças, o cachorro e fomos pra longe do cinza e das cinzas da cidade. Passamos a morar numa casinha de sapé, lá plantávamos verduras, legumes e havia no fundo do quintal um pomarzinho. Perto da casa tinha um rio e vez ou outra, a gente seguia pra lá, eu tocava um violão, a mulher cantava, as crianças traquinavam não iam muito longe pra não se perderem, o cachorro perseguia e era perseguido por insetos. A gente contemplava a lua deitados na grama, os três com a cabeça em meu peito, e no radinho velho, ouvia-se sempre música brasileira. Nos dias frios era um bom lugar pra se ler um livro. E a gente envelhecia sutilmente e aceitando a idéia de que a morte vem, e que é a mais triste tolice prorrogá-la. A vida pareceu doce com sonhos fáceis de sonhar, nada de estudar por anos ou trabalhar por horas ou ser obrigado a roubar ou seguir cegamente uma religião ou mais uma série de “ous”. A vida é isso, a vida está nas coisas simples, porque há uma descomunal complexidade no que é simples. E eu estava ali respondendo o que queria da vida e quase podia tocar a mulher suave, as crianças espertas, o fusca sem luxo, o cachorro feinho, a casinha completa, o radinho velho, os sonhos fáceis... Aí o sinal ficou verde...

15/10/09

segunda-feira, 19 de outubro de 2009



"Não tenho vergonha de dizer que estou triste,

Não dessa tristeza ignominiosa dos que,

Em vez de se matarem, fazem poemas:

Estou triste porque vocês são burros e feios

E não morrem nunca..." (Mario Quintana)

P.s Sou péssimo com o Photoshop